quinta-feira, 21 de maio de 2015

Desta vez, o Corpo: A Filosofia e a diversidade do conhecimento.

Introdução:
Desde  a década de 1980 discutimos  no campo da educação, a relação entre a Filosofia quanto àsua própria disciplina( a tradição científica da mesma) e o papel que a mesma desempenha em relação ao desenvolvimento do conhecimento humano. Referimo-nos q a transversalidade com as demais áreas de conhecimento, e as que já são  instrumentos de conhecimento, assim como  identificou Piaget em seu estudo na década de 1980 e a sua tradução  nos PCN´s:

“o papel do educador deve se referir ao animador, criador de situações, armar dispositivos para suscitar problemas que levem a reflexão com métodos ativos, conduzindo pesquisa espontânea, com toda verdade reinventada pela criança e pelo adolescente com a intenção de multiplicar vocações das quais a sociedade carece atualmente com caráter interdisciplinar em oposição ao fracionamento(...)” (PIAGET, J. 2011 pp.20-24)

Quanto a transdisciplinaridade e a possibilidade de dialogar com instrumentos de conhecimentos diversos, e, ao mesmo tempo afirmar a necessidade da Filosofia enquanto Ciência para o ensino médio,  que projetamos algumas atividades para este segundo bimestre de 2015. Tais como apontam os PCN’s:

 “ A reforma curricular  do ensino Médio estabelece a divisão do conhecimento em áreas, uma vez que entende os conhecimentos cada vez mais imbricados aos conhecedores, seja no campo técnico-científico, seja no âmbito do cotidiano da vida social em três áreas(...) tem como base a reunião  daqueles conhecimentos que compartilham, comunicam e criam condições para que a prática escolar se desenvolva  numa perspectiva  de interdisciplinaridade” PCN’s pp.19-20

Justificativa:

Partindo da análise da leitura e da escrita do educando do ensino médio e mais especificamente no Colégio Amaro Cavalcanti deste primeiro bimestre, que foi percebido o quanto a Filosofia  é capaz  de aprofundar o Conhecimento. O tema em si faz parte do currículo nesta fase de aprendizagem dos educandos, mas também é capaz de tranversalizar com áreas de conhecimento diversas.
É com esta percepção esboçada aqui e analisada por mim, que identifiquei a necessidade de trabalhar com o Corpo, tal como elaborado no planejamento anual no início do ano de 2015.
O Corpo nos dias de hoje tem sido pensado em perspectivas diversas. Em nosso caso, partimos do princípio que o corpo emite saber. Neste sentido é que foi possível fazer uma leitura mais profunda do conhecimento corporal  no campo da Filosofia, observando  como os próprios educandos elaboram o Saber.

Objetivo específico:

Percebemos aqui, que alguns exercícios nos permite identificar as dificuldades de aprendizagem do educando. O trabalho contínuo e a reelaboração interna  do conhecimento no interior do próprio corpo  leva a reelaboração  mais profunda do conhecimento. Neste caso, conceber-se e conhecer-se, identifica para nós e principalmente para o educando, como o saber se manifesta.
 Por isso destacaremos  um tema da Filosofia comum aos professores de Filosofia, mas com uma abordagem dinâmica. Trata-se da Filosofia socrática e seus desdobramentos quanto ao tema do Conhecimento desde a concepção de Sócrates. Como parte do currículo mínimo tanto no primeiro, quanto no segundo ano do ensino médio, estamos trabalhando  uma encenação que  envolve as diversas formas do Saber, tais como a escrita, a imagem, a expressão corporal,  o desenho, a dança  e a representação.

Culminância:

Contando com a parceria entre  direção-coordenação-professora já selada  no bimestre anterior, daremos continuidade a uma apresentação que dará destaque à nossa escola junto à Comunidade Escolar como um todo.
Por isto a nossa apresentação se dará com o trabalho de expressão corporal, que precisará da liberação da quadra ou auditório nas quartas-feiras (manhã e tarde), e a  representação teatral,  com a dança urbana e o coral.

Cronograma e viabilização:

 Nossa culminância  deverá acontecer entre  os dias 17 e 24 de junho. Para consecução da mesma, pensamos na Filosofia e na Arte Urbana com representação na Praça do Largo do Machado, precisando, portanto,  de autorização prévia e segurança  das autoridades afins  para a culminância do projeto em questão.

Fontes:

 PIAGET, Jean. “ Para onde vai  a Educação?” Rio de Janeiro; Ed. José Olympio; 20. Edição, 2011.


PCN’s: Parâmetros Curriculares Nacionais.

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