terça-feira, 11 de novembro de 2014


.Em meio a manipulação  da mídia no dia a dia e a recente campanha eleitoral, quando a grande mídia manipulou dados e jogou com a desinformação dos eleitores, é possível observar  agora, depois das eleições, o quanto precisamos aprender sobre mídia. As estratégias  da mídia tem sido alvo de discussão entre educadores, principalmente em relação a infância e adolescência. Por isso destacamos o estudo  de Noam Chomsky como ponto de partida para discutirmos o papel das mídias nos dias atuais com  a elaboração do autor sobre as “10 estratégias de manipulação através dos meios de comunicação de massa”. Vejamos:


1. A estratégia da Distração:

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio, ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir o público de interessar-se por conhecimentos essenciais, nas áreas da ciência, economia, psicologia, neurobiologia e cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais”

2. Criar problemas e depois oferecer soluções.

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Se cria um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou que se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas desfavoráveis à liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3. A estratégia da gradualidade.

Para fazer que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Foi dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. A estratégia de diferir.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais difícil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato.
Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Depois, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “amanhã tudo irá melhorar” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5. Dirigir-se ao público como crianças.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse uma criança de pouca idade ou um deficiente mental. Quanto mais se tenta enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como as de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade.”

6. Utilizar o aspecto emocional muito mais do que a reflexão.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e finalmente no sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou injetar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos.

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores e as classes sociais superiores seja e permaneça impossível de ser revertida por estas classes mais baixas.

8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade.

Promover ao público a crer que é moda o ato de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. Reforçar a autoculpabilidade.

Fazer com que o indivíduo acredite que somente ele é culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, no lugar de se rebelar contra o sistema econômico, o indivíduo se auto desvaloriza e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10. Conhecer aos indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem.

No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado uma crescente brecha entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, a neurobiologia a psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto em sua forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior que o dos indivíduos sobre si mesmos.

Assustador?

Fonte: Blog Brasil a Rua é Nossa
O Mito da caverna
Na Grécia Antiga, entre o século V  e  IV a.C foi quando os pensadores passaram a investigar  as questões humanas. Este período é marcado pelo surgimento da cidade de Atenas. Em função de o Filósofo Sócrates ter dado a maior contribuição ao conhecimento, este período passou a ser denominado Socrático. Sócrates preocupou-se com as causas das ilusões, dos erros e da mentira. E em busca da verdade, utilizou as perguntas que até hoje norteiam  o caminho para o conhecimento: O que, onde, quando, qual e como. Com sua morte, Platão prosseguiu este estudo distinguindo crença, ilusão e aparência, diferenciando-as da essência e da realidade, que deveriam  fazer parte da constituição do Ser Humano. Por isso e para contar a História de Sócrates como parte da própria História do Conhecimento, Platão escreveu um dos mitos mais importantes sobre a origem  do conhecimento: O Mito da Caverna.
O Mito da Caverna  foi contado por Marilena Chauí, uma das maiores filósofas de nosso tempo, que  tanto nas Universidades, quanto  escrevendo livros didáticos para escolas, contribuiu para que todos tivessem acesso ao conhecimento  e de  como se faz História:  Imaginemos então, uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, ou seja, na sombra,  enxergar o que se passa no interior da caverna. A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. No exterior, portanto, há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas. Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam. Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda luminosidade possível é a que reina na caverna.
Para Platão, seguidor dos ensinamentos de Sócrates, as perguntas são a possibilidade de encontro com o conhecimento. Ele escreve então os ensinamentos do seu mestre Sócrates através do “mito da caverna” e suas perguntas que levam ao conhecimento: E se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Sócrates então seguia o percurso de suas  perguntas e testava suas respostas: Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando-se com o caminho da luz, nela adentraria. Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.
Desta vez, libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros  o que viu e tentaria libertá-los. Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Mas, quem sabe, alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade?
Dessa forma, Platão continua a História: O que é a caverna? O mundo em que vivemos. Que são as sombras das estatuetas? As coisas materiais e sensoriais que percebemos sem conhecê-las. Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? Aquele que busca conhecimento verdadeiro. O que é a luz exterior do sol? A luz da verdade. O que é o mundo exterior? O mundo das ideias verdadeiras ou da verdadeira realidade. Por que os prisioneiros zombam, espancam e matam o filósofo? Platão está se referindo à condenação de Sócrates à morte pela assembleia ateniense, pois imaginam que  a sombra ou a meia verdade é o mundo real e o único verdadeiro.
Fabíola Camargo.
Bibliografia: CHAUÍ, Marilena, “Convite à Filosofia”Editora Ática,1998.

Perguntas:
1)Identifique a passagem  dos sofistas para o mundo socrático: Consulte seu caderno.
2) Qual a diferença entre  a caverna e o conhecimento¿ Qual a relação entre sombra  e  a meia verdade?
3)Perceba  e escreva o que há de diferente entre a essência do conhecimento e a aparência:
4) O que é  a caverna¿ Quem sai da caverna está em busca de quê?
5)Relacione  a caverna com as mídias nos dias atuais?


Iluminismo e contrato social: simples e direto


A ideia central do iluminismo se refere ao uso da razão. Contrapondo-se ao teocentrismo, quando em nome de Deus, tudo se resolvia, através da oração e permissão para que os monges rezassem em nome dos senhores feudais e resolvessem os problemas terrenos que eles mesmos inventavam. A leitura individual era proibida. No entanto, a miséria aliada às guerras e as doenças, puseram em crise o Sistema feudal. Diversos pensadores começaram a desafiar o poder feudal, estudando. Foram os iluministas. A partir da centralização do poder nas mãos de um só rei, o mesmo rei precisava governar. Desta vez, o rei não governaria um só feudo, mas diversos feudos, ou melhor, um grande reino. O desafio do ato de governar caberia aos estudiosos, conselheiros do rei e aos que não concordavam com o governo do rei.A ideia  era que o Estado se formava separado da Sociedade .
Esta tarefa coube somente aos contratualistas, para estudar  um contrato social entre o rei e a sociedade. Os que escreveram o “contrato social” para que o rei governasse com controle social, ou por meio da coerção(violência), destacamos Hobbes em sua obra “ Leviatã”. Outra proposta foi de Locke com a sua frase “Os homens nascem maus” e escreveu sobre a necessidade de leis. Montesquieu completou a obra do Estado Liberal ressaltando a necessidade da divisão dos poderes: o executivo, o legislativo , e o judiciário. Estes são alguns pensadores para servir ao Rei. Mas nem tudo estava perdido. 
Dos pensadores que se posicionaram contra os contratos do Rei, podemos destacar Voltaire com sua frase máxima “ Posso discordar de tudo o que pensas, mas defenderei o direito de dizê-lo até a morte”. Outro pensador que discordava do contrato social do rei foi J. J. Rousseau com sua frase “ O Homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”. J. Boeheme escreveu que o pensamento mais puro se aproxima do que germina: “ “Devemos respeitar o pensamento dos jovens, pois estão mais perto de Deus do que a velha sociedade”.

                                                                                                                  Fabíola Camargo.
Perguntas
1)Defina o que é Iluminismo?
2)O que levou  ao aparecimento dos iluministas¿ Quem os financiava e para quê?
3)Para que serve o “Contrato” Social”?
4)Quem foram os pensadores que elaboraram o contrato social e quais foram  as suas principais propostas?
5)Identifique os que defendiam um governo de “cima para baixo”, ou seja do Estado acima da Sociedade?
6)Da mesma forma identifique os pensadores que defendiam um governo de “baixo para cima”, ou seja , onde as maiorias teriam poder de pensar e resolver sobre as questões políticas junto ao governo?